Mercado dá primeiros sinais de travagem, mas ainda não é uma queda
Preços pedidos em anúncios de venda recuam 3,4% em julho, segundo um observatório privado. Os dados oficiais do INE ainda não confirmam a tendência.
Preços, transações e indicadores do mercado imobiliário português, com dados do INE, do Banco de Portugal e de observatórios privados.
Preços pedidos em anúncios de venda recuam 3,4% em julho, segundo um observatório privado. Os dados oficiais do INE ainda não confirmam a tendência.
A subida de 19,8% face ao ano anterior chega junto com uma queda de 10,5% no número de transações. Um mercado cada vez mais seletivo.
A CCDR-N conclui que a pressão sobre os preços na região resulta menos de escassez de habitação e mais de um desencontro entre a oferta disponível e onde a procura realmente está.
O índice de preços da habitação do INE mostra um abrandamento de 1,1 pontos percentuais no 1.º trimestre de 2026, o primeiro sinal de travagem desde meados de 2024.
O governador Álvaro Santos Pereira compara o número a praticamente todas as casas que existem hoje em Lisboa. O hiato travou em 2025, mas está longe de fechado.
A agência de rating não vê risco de bolha imobiliária em Portugal, mas avisa que os preços devem manter-se elevados enquanto a oferta continuar estruturalmente limitada.