
Comprar casa para arrendar rende 8,4% em Braga, a rentabilidade mais alta do país
Braga lidera entre as capitais de distrito, à frente de Castelo Branco e Santarém. Bragança tem o valor mais baixo, com 3,9%.
Preços, transações e indicadores do mercado imobiliário português, com dados do INE, do Banco de Portugal e de observatórios privados.
Esta secção acompanha a evolução dos preços da habitação em Portugal, o volume de transações e os principais indicadores do setor, com base em dados do Instituto Nacional de Estatística, do Banco de Portugal e de observatórios privados como o Doutor Finanças ou a idealista/news. Cobrimos tanto o mercado de compra e venda como o de arrendamento, sempre com atenção à diferença entre métricas, por exemplo entre o índice de preços da habitação e o preço mediano por metro quadrado, que medem coisas distintas e não devem ser comparados diretamente. Quando os números vêm de fontes privadas ou se afastam dos dados oficiais, isso é sinalizado de forma explícita. O objetivo é dar um retrato factual e atualizado de para onde vai o mercado imobiliário português, sem previsões apressadas nem alarmismo.

Braga lidera entre as capitais de distrito, à frente de Castelo Branco e Santarém. Bragança tem o valor mais baixo, com 3,9%.

Em termos trimestrais, os preços ficaram praticamente estáveis, com uma subida de 0,5%. O Norte teve a subida mais moderada.

As casas existentes subiram 18,0% e as novas 12,3%. As transações recuaram pelo terceiro trimestre seguido, mas o valor total vendido subiu 4,2%.

Os preços pedidos subiram 7% no Grande Porto. Cada anúncio recebe 2,9 contactos no Porto e quase 5 em Valongo.

A previsão foi revista em alta em 3 pontos face a fevereiro. A média europeia deverá ficar nos 4% e Espanha nos 9,1%.

Preços pedidos em anúncios de venda recuam 3,4% em julho, segundo um observatório privado. Os dados oficiais do INE ainda não confirmam a tendência.

A subida de 19,8% face ao ano anterior chega junto com uma queda de 10,5% no número de transações. Um mercado cada vez mais seletivo.

A CCDR-N conclui que a pressão sobre os preços na região resulta menos de escassez de habitação e mais de um desencontro entre a oferta disponível e onde a procura realmente está.

O índice de preços da habitação do INE mostra um abrandamento de 1,1 pontos percentuais no 1.º trimestre de 2026, o primeiro sinal de travagem desde meados de 2024.

O governador Álvaro Santos Pereira compara o número a praticamente todas as casas que existem hoje em Lisboa. O hiato travou em 2025, mas está longe de fechado.

A agência de rating não vê risco de bolha imobiliária em Portugal, mas avisa que os preços devem manter-se elevados enquanto a oferta continuar estruturalmente limitada.