O Conselho do Banco Central Europeu reúne-se a 28 e 29 de outubro, em Frankfurt, para decidir as taxas de juro. É a penúltima reunião de política monetária do ano; a última está marcada para 17 de dezembro.

O BCE subiu as três taxas diretoras em 0,25 pontos em junho e em setembro, depois de quase três anos sem aumentos. A decisão de setembro levou a taxa de depósito para 2,50% e a das operações principais de refinanciamento para 2,65%.

Taxa de depósito2,50%
Operações principais de refinanciamento2,65%
Facilidade de cedência de liquidez2,90%
Inflação prevista pelo BCE, 2026 / 20273,0% / 2,5%

Porque se espera uma pausa

No Parlamento Europeu, a 29 de setembro, Christine Lagarde disse que o BCE quer gerir a política monetária de "forma ponderada". Segundo o Observador, a presidente do BCE notou que os salários ainda não estão a reagir ao choque da energia, o que torna pouco provável uma subida em outubro.

O que significa para o crédito

Mesmo sem nova subida, a Euribor manteve-se elevada. A 16 de outubro, estava em 2,636% a 3 meses, 2,954% a 6 meses e 3,217% a 12 meses. É a Euribor, e não diretamente a taxa do BCE, que define a prestação dos créditos com taxa variável.

Nota de verificação A expectativa de pausa em outubro resulta da leitura feita pela imprensa das declarações de Lagarde, não de um compromisso do BCE, que diz decidir reunião a reunião. Os analistas divergem sobre o que acontece em dezembro: há quem preveja nova subida se a crise da energia se prolongar e quem considere 2,50% o teto. Este artigo é anterior à decisão e será atualizado.