Em Portugal, arrendar uma casa consome, em média, 82% do salário de uma família. Comprar consome 76%.
Os números, compilados pela idealista/news com dados do INE e do BCE relativos ao 2.º trimestre de 2026, mostram um país a duas velocidades.
Faro ultrapassa os 100%
Em Faro, a taxa de esforço para arrendar ultrapassa os 100% do rendimento familiar, o que na prática significa que o salário médio local não chega para cobrir a renda média da região. É um indicador de distorção extrema do mercado, não um erro de cálculo.
Um país a duas velocidades
No interior alentejano, a realidade é muito diferente: em Portalegre, a taxa de esforço para arrendar ronda os 30%, cerca de um terço do valor registado no Algarve. Guarda e Castelo Branco seguem valores semelhantes, perto dos 31%.
Entre estes dois extremos ficam zonas intermédias como Porto, Setúbal e Ponta Delgada, com taxas de esforço a variar entre os 57% e os 69%.
