O parque de exposições Exponor, em Matosinhos, mudou de dono, mas quem fica com a gestão continua a ser a Associação Empresarial de Portugal.

A Insula Capital vendeu a totalidade do património imobiliário da Nexponor a um fundo gerido pela Quadrantis Capital, de João Koehler, em parceria com o grupo MCaetano, que ficou com 50% do negócio. O valor da operação foi de 40 milhões de euros, com assessoria da Cushman & Wakefield e da Abreu Advogados.

Valor da venda dos ativos imobiliários40 milhões €
CompradorQuadrantis Capital + MCaetano, 50/50
Prazo do novo arrendamento à AEP25 anos, renovações de 5 em 5
Opção de compra a favor da AEPao fim de 20 anos
Investimento previsto na modernizaçãoaté 15 milhões €

A AEP não comprou, mas garantiu a continuidade

Apesar de notícias iniciais terem gerado alguma confusão sobre quem comprava o quê, não foi a AEP quem adquiriu a Exponor pelos 40 milhões de euros. A associação garantiu, sim, a continuidade da gestão do recinto através de um novo contrato de arrendamento de longo prazo, com um prazo inicial de 25 anos e renovação automática por períodos sucessivos de cinco anos.

Está ainda prevista uma opção de compra a favor da AEP ao fim de 20 anos de vigência do contrato. Já foi celebrado um contrato-promessa de arrendamento entre a futura proprietária dos imóveis e a Exponor-Fiporto, sociedade detida a 100% pela AEP.

Planos de modernização

Está previsto um investimento de até 15 milhões de euros na modernização do recinto, com a AEP a trabalhar com a GL Events, parceiro internacional na gestão deste tipo de espaços, para definir o projeto de renovação. A área total do negócio inclui o parque de exposições e dois lotes para promoção imobiliária, com cerca de 180 mil metros quadrados de área bruta construtiva, onde os novos donos preveem construir dois hotéis, habitação e, possivelmente, um hospital e um colégio.

Nota de verificação É importante não confundir os dois papéis nesta operação. Quem comprou os ativos imobiliários por 40 milhões de euros foi um fundo da Quadrantis Capital e do grupo MCaetano. A AEP não é a compradora, é a entidade que mantém a gestão do recinto através de um contrato de arrendamento de longo prazo, com uma opção de compra futura, não uma compra já concretizada.